sábado, 24 de agosto de 2013

FHC tenta reduzir tensão entre Serra e Aécio

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso atuará como "bombeiro" na disputa que começa a ganhar corpo pela candidatura do PSDB ao Palácio do Planalto em 2014.
Ele se reunirá hoje com Aécio Neves, em São Paulo, e pretende se encontrar com o ex-governador José Serra na próxima semana.
Aécio defende prévias no PSDB para ampliar pressão sobre Serra

Embora reconheça que o senador mineiro dispõe de ampla maioria na estrutura partidária, FHC diz que não há clima para escolha "vertical", via direção executiva nacional, se houver mais de um postulante à vaga, o que pressupõe realização de prévias.
"Acho natural que, havendo mais de um candidato, o PSDB encontre uma alternativa para a escolha que não seja apenas a indicação pela Executiva", disse o ex-presidente à Folhaontem.
Após a eleição de 2012, quando Serra foi derrotado por Fernando Haddad (PT) na corrida pela prefeitura paulistana, FHC se aproximou de Aécio.
Reservadamente, dizia que "chegara a vez" do mineiro, que já desejava entrar no páreo em 2010.
Instruiu, desde então, o senador a montar agenda de oposição descolada do universo político tradicional, buscando alianças e apoio em outros segmentos da sociedade civil, como a classe artística, os intelectuais refratários ao PT e o empresariado.
Ante a já expressa disposição de Serra em concorrer à Presidência e submeter-se ao escrutínio dos militantes e dirigentes tucanos, FHC agora atua para arrancar dos dois expoentes da sigla em franco combate um compromisso improvável: havendo prévia, quem perder terá de aceitar o resultado e apoiar o vitorioso.
"Não sei o que Serra fará, mas acredito que, dada sua história, ele tem compromissos com o partido, seja o candidato escolhido ou não."
O temor do ex-presidente é que o cisma tucano, tendo como epicentro os dois maiores colégios eleitorais do país, favoreça o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Em São Paulo, o presidenciável do PSB busca acordo com o PSDB, de Geraldo Alckmin, a quem interessa palanque duplo na corrida pela reeleição no Bandeirantes.
O mesmo ocorre em Minas, onde a coalizão PSDB-PSB pode lançar Márcio Lacerda, prefeito socialista de Belo Horizonte, ao governo estadual, deixando aecistas integrados aos planos de Campos.
MUITA CALMA
Presidente da legenda, Aécio não quer dar a Serra pretexto para que este migre para o PPS e pediu a seus aliados "sangue frio" no embate verbal com o ex-governador paulista. O prazo para filiação partidária com vistas a 2014 expira no início de outubro.
Forte eleitoralmente em Minas, Estado que governou por dois mandatos consecutivos (2003-2010), mas ainda desconhecido em São Paulo, Aécio visita o interior paulista a partir de hoje em agenda típica de campanha eleitoral.
O senador se reunirá à noite com líderes políticos de Ribeirão Preto. Amanhã, participa da Festa do Peão de Barretos, o maior rodeio do Brasil. Em ambas as cidades, estará acompanhado por dirigentes do PSDB de São Paulo.

FONTE: Folha de S.Paulo

Assessor da Casa Civil deixa cargo após acusação de estupro

O assessor especial da Casa Civil da Presidência da República Eduardo Gaievski pediu afastamento de suas funções, de acordo com nota publicada pelo órgão, após o site da revista Veja ter publicado reportagem informando que a Justiça Federal de Realeza, no Paraná, determinou sua prisão preventiva. De acordo com a revista, Gaievski é procurado por "estupro de vulneráveis". 
A publicação relata depoimentos de menores em um processo, que corre em segredo de Justiça, acusando o servidor de levar vítimas de até 13 anos a um motel. Segundo a revista, há relatos de ameaças e exigência de sexo em troca de empregos na prefeitura. Gaievski negou as acusações em entrevista a Veja e disse que vai provar sua inocência. O ex-prefeito atribuiu a denúncia a uma retaliação de promotores do Estado, por sua atuação na prefeitura contra esses integrantes do Ministério Público.
Na nota divulgada neste sábado, 24, pela assessoria da Casa Civil, Gaievski solicita o "afastamento imediato de suas funções até que sejam apuradas as circunstâncias e veracidade das acusações".

FONTE: Estadão de São Paulo